Utilizando
quadrinhos como storyboards, Robert Rodriguez recria com perfeição
o universo de Frank Miller
Após o fracasso em Hollywood quando criou o roteiro de produções
dispensáveis, Frank Miller jurou que não voltaria a fazer
longa-metragens novamente. Recusou várias propostas de vender
os direitos de adaptação para o cinema de suas criações em
quadrinhos. Robert Rodriguez resolveu mudar
a opinião do quadrinista criando um curta-metragem baseado
em uma das histórias que compõe Sin City,
a sua graphic novel. Ao apresentar a sua produção
para Miller, ele diz que se gostasse do curta, ele seria a
abertura para o filme. Mas se não fosse o caso, ele estaria
livre para mostrar a quem quisesse como uma brincadeira com
seus personagens. Felizmente, Miller gostou tanto que autorizou
a adaptação de sua série e o resultado pode-se ver neste filme.
A trama do
filme é a junção de outras três histórias da HQ. Bruce
Willis interpreta o policial Hartigan.
Depois de ser preso por acabar impedindo que o filho pedófilo
de um poderoso político ataque mais uma criança, ele só pensa
na última pessoa que salvou, a já crescida Nancy Callahan
(Jessica Alba). Mickey Rourke
faz o durão, mas também apaixonado, Marv.
Ele tenta descobrir a todo custo os motivos que levaram a
sua amada Goldie morrer assassinada. Para
finalizar, o detetive particular Dwight (Clive
Owen) tenta salvar uma área controlada pelas prostitutas
para a luta contra corruptos policiais.
Já não é a
primeira vez que o cineasta Rodriguez surpreende. Depois de
ter criado o filme mais barato a ser distribuído por uma rede
norte americana, ele se supera mais uma vez nesta brilhante
produção. Não há como escolher uma melhor parte para Sin
City. Desde as atuações até o seu perfeito visual, tudo
combina perfeitamente com o clima noir que impera soberano.
O diretor, considerado injustamente um “Quentin Tarantino
de baixo orçamento” mostrou a que veio e consegue superar,
em alguns quesitos, as falhas que o diretor de Cães
de Aluguel tantas vezes comete.
As técnicas
utilizadas para fazer a atmosfera do filme foram criadas sob
uma tela verde com os atores contracenando e em seguida foram
adicionados acessórios e o cenário por meio do computador.
Para auxiliar nessa ambientação, os quadrinhos escritos por
Miller serviram de base para o storyboard do filme. Tudo isso
é prova de que Sin City não é uma adaptação e sim
um quadrinho animado. Um novo meio de virar as páginas e ler
as histórias. Uma inovação que muitos diretores renomados
não conseguem. Assim Rodriguez faz história mais uma vez...
Sin
City - Cidade do Pecado
Sin City
EUA, 2005
Ação